Vejam se me entendem. Cada mulher tem uma "mania", uma doideira, um vício ou algo parecido. Não diria que é uma questão de vaidade, talvez seja o simples fato de ser mulher.
Volto um pouco no acidente. Nada sofremos, nem nossos cães. Apenas bens materiais, como o carro, as caixas que foram trincadas, quebradas e que por isso protegeram nossos anjos de 4 patas. Fabi teve a presença de tirar tudo do carro enquanto esperávamos o aparecimento do guincho e essa espera durou aproximadamente 7 horas. Na verdade eu não olhei nada, só pegava o que o Fabi trazia. Depois Fabi sentiu falta da memória do GPS que deve ter voado. No caminho de volta, me lembrei da chave de casa que a gente tem mania de guardar no cinzeiro do carro. Como faltava ainda uma boa caminhada, deu tempo de tomar as providências (o pai do Fabiano e o chaveiro nos salvaram de ficar sem teto rss). Se não me engano, na quinta-feira (conseguimos chegar em casa na terça de noite), dei falta de uma necessaire que carrego com TODOS os meus brincos, anéis, relógio, colares e um clicker. Com essa história de viagens constantes, acabei deixando tudo na necessaire pra facilitar. Não me recordo de ter colocado no carro, porém minha mãe já deu uma geral por lá e nada encontrou. Portanto, não brinco, não colar, não NADA.
Comentei com o Fabi o quanto eu senti a perda das bijouxs, principalmente dos brincos. Cada um tem uma história, uma combinação e é desesperadora a ideia de começar tudo de novo.
Como homem, Fabi não acreditou nessa neura pelos meus brincos, até que ontem num jantar de final de ano comentei sobre o ocorrido. Qual não foi a surpresa que as mulheres entendiam exatamente o meu sentimento (incluindo minha sogra.) Uma das mulheres comentou com seu marido sobre o acidente e complementou: "sabe o que foi o pior?, ela perdeu todos os brincos!!!".
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| Foto by Fabi |
Bom, já comprei 2. Tenho que recomeçar de algum jeito, afinal não dá para ficar desbrincada.